Texto de Daniel Aguiar, amigo que muito estimo!
A MATEMÁTICA DE “COISAS E DEUSES”
Em um mundo matemático,
onde a lógica reside em todas as coisas e nada, possível, de ser estático, as
operações matemáticas: soma, subtração, divisão e multiplicação - se configuram como as verdades da vida.
Somamos pessoas,
lugares, histórias, experiências, etc. Somamos uma quantidade de “coisas” e de
“deuses” que nos modela a isto que estamos, já que o que estamos agora
somar-se-á outras “coisas e deuses”, para que estejamos outro algo, nem maior e
nem pior, apenas diferente.
Subtraímos, pois no
incessante acúmulo de experiências, independente de nossa vontade ou não, estas
mesmas “coisas e deuses” desaparecem, esquecidos, abandonados, ou simplesmente perdidos no tempo. Ao, somar, em busca de um estar constante, subtraímos sem
pedir autorização a nós mesmos e ao outro, pois entendemos de forma equivocada,
que este novo estar não cabe em antigos “estares”.
Dividimos, ou
“coletivamos” a nossas experiências, nossas individualidades. Entregamos ao
outro, assim como recebemos deste, nossos e seus “coisas e deuses”.
E multiplicamos, ao
nos tornamos as “coisas e deuses” para o “estar” de outro alguém.
Assim, somar, subtrair,
dividir e multiplicar extrapolam a lousa da sala de aula, tanto quanto aqueles
exercícios que fazíamos, incansavelmente, nas muitas escolas do Mundo.
Incansáveis por que,
simplesmente nestes momentos, ninguém e nem nós mesmos, fomos capazes de
significar isto, de percebermos que eram estas quatro “coisas e deuses” que
regeriam os nossos percursos.
Por fim, a única
sugestão é: Aprendam a contar, pois aprenderão a viver!!!!



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