Powered By Blogger

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Com toda sorte de vários amores

 "Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação" Será - Legião Urbana





 Sobre as fortalezas e fragilidades dos relacionamentos, acredito que já passamos por muitas fases.  Houve uma época em que os casais só se conheciam quando se casavam, outra época em que o casamento era a ditadura do machismo, outra época sofrimento, outra época: negócio, já foi segurança, escapismo, fantasia, já foi amor nos tempo do cólera, já foi gelado, homodificado... Enfim, foi quase tudo e agora, os relacionamentos, na visão de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês e um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, são líquidos.
 A expressão “líquido” aqui usada tem a meu ver, a conotação de algo que se evapora, algo frágil e incontrolável.

Na modernidade de hoje, onde podemos tão facilmente conhecer alguém através das redes sociais, sem nos expor tanto como antes, acabou por tornar o simples fato da procedência em algo “fora de moda”.
 A modernidade estreitou laços, mas afrouxou valores.
 Ela tornou os contatos mais efêmeros, o sexo mais importante, a quantidade num quesito e a qualidade dispensável...
 Hoje, dificilmente alguém se prende pelo companheirismo ou pela parceria. Podemos até nos prender, porem muitos, estão flertando com novas oportunidades.
 Os amores líquidos, em sua grande maioria e isso é uma opinião minha, são resultados de um imediatismo inconsequente.
 Somos obrigados a nos conhecer rapidamente, a transar rapidamente, a nos aproveitar rapidamente, uma vez que o término dessas relações é liquefeito rapidamente... Evaporam no vazio interior, solidificam na banalidade dos dias atuais.
 Temos uma sede desses amores, esperamos amores melhores, queremos consumir esse líquido, pois só há isso ofertado. Ninguém oferece mais relacionamentos sólidos, eles não têm mais tanto espaço no mercado.
 Penso que chegamos a essa situação justamente por isso, poucos são os que querem matar a fome, saborear do amor sólido. Muitos são os que têm sede, sorvem de amores líquidos.
 Lei da oferta e da demanda. Amores líquidos inundam nosso cotidiano, ludibria-nos com seu doce cálice cheio de luxuria.
 A insegurança é a irmã mais feia nessa família dos amores líquidos.
 Não apostamos no outro por medo da troca, medo do “furo”, medo da rejeição, medo...medo...medo...
 E não obstante, digo que quem sofre esse medo, é tão ativo quanto passivo desses resultados propostos.
 Essa interação é, obviamente e plenamente, subjetiva. Sendo assim, digo, que aquele que não confia, não é digno de confiança.

 No mercado dos relacionamentos, expostos nas vitrines das redes sociais, temos os seguintes estilos de amores;
 Amores de bolso, amores fast food, amores roubados, amores condenados, amores burlescos, amores rasos... amores...amores...amores!
 Em caso de defeito, troca em 7 dias úteis.
 No meu mundo, que não é este onde rotulamos relacionamentos, muito menos nossos amores, eu condenso meus sentimentos, refrigero minhas inseguranças e aqueço novos solos.
 Faço isso na certeza de encontrar alguém que compartilhe do mesmo mundo que o meu.
 Mas me deve estar distante, nesse grande sertão seco em que vivo, aquele afim de preparar a terra com esses líquidos, para plantio de amor sólido. 

Que sejam sorrisos nossos frutos...



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Eis um conselho!!!

Aprenda a gostar de sua própria companhia, se você não gostar, quem mais vai?




Conselho se fosse bom a gente vendia, mas sempre fui péssima em negociações.
E esse, eu dou de bom grado, pois aprendi muito com ele e é um dos conselhos que mais gosto:

Eis:

Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode".


- Mario Calfat Neto

As vezes cobramos, inconscientemente, aquilo que o outro não tem, não pode ou não quer nos dar...
O melhor caminho é aquele que nos conduz ao lado de pessoas que nos querem o bem, nos desejam as melhores das possibilidades e não há necessidade de mendigar nada, jamais, pois estas pessoas estão transbordando e lhe darão de bom grado....


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dando um tempo, inferno astral mode on!

Se der uma chuva de Xuxa no meu colo cai Pelé!
1406 - Mamonas Assassinas



Dando um tempo nas postagens!



ate o dia 27 pessoal!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sobre o direito de se amar e ser amado!

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente!" 
Henfil 



A primavera tem início hoje, e por isso, vamos falar de amor, paixão e sedução. 
Primavera é o reencontro das cores, do bailar das flores e de seus perfumes no ar. 
Gosto muito da primavera, apesar de outono ser minha estação do ano preferida. 
Já até postei sobre o outono, se quiser dar uma conferida dá um clique!
Mas não vamos falar sobre a primavera. Vamos falar sobre sua essência: paixão...hum! 
Sabe aquela frase clichê: “Para encontrar seu amor, tem de se amar primeiro”! 
Pois é! Fato puro. 
Vou lhes explicar meu ponto de vista. 

Quando decidimos estar pronto para amar novamente ou quando encontramos uma pessoa no qual vale a pena se deixar apaixonar... é quando nos tornamos melhores em vários aspectos.
É quando queremos mostrar a pessoa em questão o quanto temos de melhor, o quanto podemos ser melhor, o quanto queremos ser melhor.
Por isso, se não há amor por você mesmo, não há qualidades a serem exploradas e nem vontade de ser uma pessoa melhor por se julgar incapaz disso, não há como se apaixonar. Triste! 
Nas minhas fuçadas na net, encontrei este artigo e compartilho com vocês: 


Sou uma dessas, eterna apaixonada, me apaixono fácil, pois sei o quanto quero compartilhar o que tenho de melhor; meu astral, minhas brincadeiras, meus carinhos e meu bem querer... 

Todos os dias quero ser a pessoa melhor que fui ontem, e se não há pessoa para demonstrar meu bem querer, tenho o raiar do sol, os beijos do vento ou os abraços da chuva para agradecer...

Esse melhor pode ir para uma criança que quer brincar, para um idoso com quem conversar, um amigo a consolar...enfim, espalhar o meu melhor em cada canto, conquistando quem desperta isso em mim... 
E concordo com Henfil, no final o que vale mesmo é a intenção...
Saibamos dar valor a simplicidade de cada ação... :)


Parafraseando Clarice Linspector: 
“Até onde eu posso, vou deixando o melhor de mim! Se alguem não viu, foi porque não me sentiu com o coração!”

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas!
Vansan 


Sou apaixonada por flores! Em cada canto que passo, se avisto uma cor por entre os verdes escuros de jardins... ah! Vou lá roubar lhe...

Pode parecer feio aos seus olhos, mas lhe peço perdão, não resisto à natureza.

Roubo flores e as coloco em meio às paginas de meus livros. Mania besta, eu sei, mas é uma forma que tenho de guarda-las e lembrar que fui presenteada pelo seu perfume.

Recentemente algo incrível aconteceu.
Há um ano, ganhamos uma linda orquídea aqui no escritório. E como todos sabem, elas só florescem uma ou duas vezes ao ano. A nossa, foi apenas uma vez. Depois que perdeu sua flor, aquele cabo verde esticado, ficou ali, sem enfeitar nada no nosso escritório e logo veio um querendo jogar fora. Não deixamos (meninas), e semana passada, pequenos botões verdes brotaram de seu caule.

Ela abriu um lindo sorriso branco para nós hoje.

De todas as flores, as orquídeas são minhas preferidas.
E de quem não é? Bem me lembro das cenas da novela, A viagem, em que a personagem de Torloni recebia todos os dias, uma orquídea do personagem de Antonio Fagundes. Existem mistérios e lendas a rodear esta bela flor.

Diz a lenda, que uma princesa das terras da Indochina, na cidade de Anam, chamada Hoan-lan, famosa por sua beleza, não conseguia se apaixonar por nenhum homem. Muitos foram os interessados, porém não conseguia doar seu coração a nenhum pretendente.
Eis que um dia conheceu um homem, Mun-cay e para sua tristeza, não foi correspondida. Hoan-lan, de tudo fazia e a indiferença de Mun-cay a deixava cada vez mais triste.
Foi então que a princesa foi em busca de ajuda do Deus todo poderoso que viva ali perto nas montanhas de Tan-vien.
_ Cura me, ó Deus todo poderoso, pois sofro por um amor que me despreza!
_É justo, pois sempre desprezou outros amores. Saia de meu templo.
Na saída do templo, toda chorosa, a princesa encontrou uma bruxa, que lhe explicou que o amor não pode ser comprado e nem vendido, mas que faria um feitiço para Mun-cay jamais se apaixonar por outra mulher, se assim desejasse.
Assim a princesa aceitou e quando encontrou Mun-cay nos jardins do palácio, ela foi ao seu encontro para abraça-lo. Eis que no abraço, Mun-cay se transformou numa árvore de ébano.
Chorando copiosamente ao pé da árvore, a princesa esbravejava contra a bruxa que a iludiu.
A bruxa porém lhe explicou que assim, Mun-cay jamais amaria outra mulher, que o feitiço tinha se cumprido.
Hoan-lan passou dias, semanas ali, sofrendo e pedindo perdão a Mun-cay. Deus todo poderoso, passando por ali viu que a princesa se definhava aos pés do ébano e se apiedou, mas nada podia fazer contra o feitiço.
Por fim, ele a transformou numa flor, concedendo lhe um bem, nunca se separar do seu amor e viver de sua seiva por toda a eternidade.

Assim nasceu a primeira orquídea, segundo a lenda de Anam.

Isso me faz lembrar que o amor é feito flores, incondicional, mas livre em vários tons e várias cores, :)! 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Hoje, uma data não festiva...

"Em toda esquina tem um telefone, por toda agenda, letras do seu nome"
Por um triz - Lulo Scroback




Foi exatamente numa manhã, colorida e aquecida, de um sábado, dia 08/09, que você saiu da minha casa. Deixou seu cheiro, levou meus beijos, deixou saudade...
Foi exatamente no mesmo dia  que você entrou na minha vida.
Amei você desde aquele dia e tento te esquecer desde então.
Mas como esquecer se há mais de você que eu dentro de mim!
Das vezes que me fez dormir no seu colo, embalada no seu abraço e aquecida pelos seus beijos. Meu rosto corava com tantos selinhos que recebia.
Dos seus sussurros a pedir meus movimentos, da sua respiração ofegante e seu sono intranquilo.
Da singeleza de teus toques, a suavidade de seus carinhos e força do seu olhar.
Das mensagens fora de hora acompanhadas de palavras doces, desde um bom dia, um smile ou um “quero você minha menininha”.
Dos dias frios, que de alguma forma você me aquecia; dos dias quentes que você sempre ardia.
Daquele dia, que não houve palavras, apenas olhares e minutos depois só risadas.
De quando colocava a língua pra fora e minhas caretas a te acompanhar.
De quando apertava minha mão ao atravessar a rua.
De quando escutamos Black do Pearl Jam no chuveiro.
Da sua paciência ao me ouvir narrar a rotina entediante do meu dia.
De quando, sem querer, me deixou cair do seu colo.
Daquele final de semana no sítio.
Uma foto, um beijo roubado...
Ah, quantas lembranças boas, mas acompanhadas das tristes.
Das vezes que te aguardava em vão.
Das noites sozinha na solidão.
Dos lenços cheios de lagrimas e ciúmes de tuas outras companhias.
Sim, você foi a melhor coisa que já me aconteceu.
Não, não foi a minha melhor experiência.
Ensinou-me o desapego, o descontrole, a liberdade.
Resumindo, fomos pele, fomos química, fomos física, fomos dança, fomos indiretas, fomos muitas brigas e uma foto.
Sinto tanto a sua falta!
Você me estragou para outros homens, não aceito menos que você e não encontro em outros braços os seus abraços, em outros abraços o meu encaixe, o encaixe com seu cheiro, seu cheiro em outros corpos, em outros corpos sua proteção....
Mais uma vez, preciso de você!
Do meu lugar junto aos seus 1,82 cm de altura. Dos seus beijos metálicos. Do carinho de sua mão calejada. Da paz que sugere quando fico no seu colo.
Eu sei que tens outro par para dançar, ou outros pares para brincar e é por isso que eu brinco e danço com a solidão.
E dessa vez, deixo as canções do Los Hermanos que tanto cantei para ti e citarei Legião Urbana, pois na condição em que me encontro é o que me faz mais sentido:

“Eu vejo você se apaixonando outra vez, eu fico com a saudade e você com outro alguém!
E você diz que tudo terminou mas qualquer um pode ver, que só terminou pra você!”


PS: Eu fui ao Cristo no Rio de Janeiro esse fds, e lá rezei para que me devolvesse voce, caso contrário que me presenteasse com alguém melhor, veja como fui abençoada:


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mulher livro ou mulher fruta que nada! Somos a geração das mulheres tablet's.

"Nem todas as mulheres gostam de apanhar, só as normais"
Nelson Rodrigues



Recentemente li um artigo do blog Casal Sem Vergonha, cujo o título era: Sorte do dia: achar uma mulher-livro em meio a tanta mulher-fruta e achei até mesmo legalzinho, pode conferir, mas venho aqui num manifesto curto e direto perante essa mania que se tem de separar "supostos" opostos...rs! Rimou, mas não combinou...
Bem acho que se pode ser uma mulher livro com sabor de fruta madura, polpuda e fresca, assim como uma mulher-fruta pode ter mais atitude e resiliência, absorvidos de livros e quadrinhos da cultura pop que qualquer outro ser.

Não gosto de pensar em estereótipos!

Esses artigos me levam a crer que a mulher inteligente é feia, só tem qualidades intelectuais e já as "vulgo" gostosas, não servem para um papo na madrugada nos intervalos das transas.

Bom mesmo é ser misturada, ser de tudo um pouco ao invés de esperar para ser e acabando sendo nada. Não esperar para se ter safra, ser constante e bem temperada.

Saber jogar vídeo game, não por que precisa ser companheira em tudo, mas porque gosta de competitividade, saber conversar sobre tudo, ter assunto para todo mundo, contar histórias e argumentar seus pontos de vistas e mesmo assim, mesmo sendo mais que mulher livro, revista, DVD’s e afins, mesmo assim, ser aquela mulher com corpo, movimento e atitude para ser completa.

Outro dia vi um verbete: “Se conhecer uma mulher que tenha mais livros que sapatos, case-se com ela”. Idiotice ou intriga da oposição! A briga por espaços no meu quarto é feia entre os dois. Sou mulher de atitude, tenho mil livros nas mãos, saltos articulam meus passos, minha maquiagem ressaltam minha feminilidade e ainda assim, não abro mão de uma boa dose de cultura. Tenho um corpo cultural!

Somos mulheres tablet’s, temos conteúdo e é só acessar por modo touch....


Não julgue pelo convencional, existem muitas mulheres que são assim: como filmes de Lars von Trier e seus arquétipos femininos; surrealismos de Salvador Dali, misturando o sagrado e o profano; realismos de Frida Kahlo nas suas pinturas tão impactantes de superação, canções psicodélicas de Pink Floyd!  Já eu, se for pra ser livro, mesmo amando as mulheres de Jane Austen, preferiria ser uma obra de Charlotte Bronte, a famosa Jane Eyre....
Enfim, sou uma dessas e se ainda assim tiver o conceito de estereótipo, só te digo uma coisa; chupa essa manga!